Sem Acesso visita: Bovary Snooker Pub

Já imaginou um lugar moderninho, frequentado por várias “tribos”, com boa música e bebida?

Um lugar que serve batata frita com bacon e, de repente, começa a tocar a trilha sonora de Grease, nos tempos da Brilhantina?

Um lugar em que as pessoas fazer happy hours jogando sinuca e saem de lá após show de alguma banda cover de alguma “banda-mito“, tipo Beatles?

Esse lugar é o Bovary Snooker Pub, em Joinville.

Pena que é SEM ACESSO!

A Casa é localizada no segundo andar de um prédio, cujo único meio de acesso é por meio de escadas.

Antes da reforma de 2013, a entrada E saída de pessoas era por meio de uma única escada, que apelidei gentilmente de “Escada da Nazaré“.

Você já subiu ou desceu bêbado(a) essa escada? Ficou com medo? Foi com ou sem emoção?

Pois bem. Após o anúncio da referida reforma, fiquei animada com a possibilidade finalmente existir algo que remeta à acessibilidade lá, já que ninguém pensou nisso quando o projeto foi aprovado.

Aí construíram outra escadaria, esta para saída de pessoas, mais ampla e nos fundos da Casa:

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É, não foi desta vez. Mas eu adotei uma filosofia: se o lugar não tem acesso, o problema é do lugar. A exceção da famosa hamburgueria que tentou trocar acessibilidade por lanchinhos, não deixo de frequentar o local. E é claro, de encher o saco de todo mundo exigir acessibilidade, algo que deveria ser óbvio.

Esses dias visitei o Bovary novamente.
Era aniversário de uma amiga querida, e enfrentei a escada cheia de coragem.

Olá, como vai?

Olá, como vai?

Mas olha, a experiência nunca é das melhores, já que preciso de um bom aparato, tanto na entrada, quanto na saída:

Chateadíssimas!

Na madruga #boladona

Sem contar que corrimão de escada de “balada” não é algo muito higiênico.

Mas o SEM ACESSO não é só baixo astral!

Semana passada recebi a melhor das notícias:

Senhoras e senhores: O Bovary vai receber um elevador!

Significa que não precisarei mais de forte aparato para me divertir. Significa que (após um bom tempo) a batata frita, a sinuca, a trilha sonora de Grease, foram democratizadas!

E o blog estará bem atento quanto esta “promessa”!

“Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Fa Far Better” para todos… em breve!

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18 comentários sobre “Sem Acesso visita: Bovary Snooker Pub

  1. Que legal!!! Sempre quis frequentar o Bovary, mas escadas e cadeira de rodas não dão certo juntas…Vamos ver se não é mais uma promessa de político!!! Fico no aguardo hehe!!!

    • Oi, Luciana! Agora você me emocionou! É uma coisa tão simples para os outros, mas tão significativa para nós, não?! Um direito (tão simples) será finalmente alcançado!
      Vamos aguardar o prazo estabelecido para, enfim, bater cabelo lá! hahaha
      😉

      • Oi Larissa me identifico muito com os seus posts…É bem a minha realidade tb…Aquele post das praias… adorei, Vamos lutar por nossos direitos, se estamos aqui, é por algum motivo e que ele seja útil…Estou com vc na luta, quem sabe um dia a gente se encontra no Bovary, na inauguração do elevador…hehe…

  2. Que ótimo! O Bovary é um dos pontos de encontro do pessoal do meu curso. Um de nossos colegas é cadeirante e agora vai poder curtir junto. 🙂
    Parabéns pelo blog, tão bem humorado, e pela atitude de exigir acessibilidade!

  3. Cara, que chatice esse post. Reclamar da escadaria? do acesso? Quanto cadeirantes tu ve na balada? Nem é via’vel para os caras. Sério, corrigmão nõa é higiênico? Sabia que dinheiro, beijar na boca, beber no copo, mijar em banheiro público e pegar em maçanetas também não são higiênico? Chato pra caralho.

    • Lucas, obrigada pela visita ao Sem Acesso. Já que você defendeu seu ponto de vista aqui, sinto que preciso defender o meu também.
      Aliás, sua manifestação foi importante para acender esse debate. E o blog foi criado para este fim.
      Não “reclamo da escadaria”. Eu, como cidadã, exijo que leis sejam cumpridas. Você também pode fazer isso. É um exercício de cidadania muito recompensador. O ordenamento jurídico pátrio é repleto de leis, normas e regulamentos relacionados às questões de acessibilidade (arquitetura universal) em prédios públicos e de grande circulação de pessoas, como é o caso do Bovary Snooker Pub. Quando um empresário não as cumpre, está desobedecendo leis. Um local em que o único acesso é por meio de escadas, está prejudicando – e muito – o acesso dos visitantes.
      Você já precisou de algum auxílio para caminhar? Não? Pois imagine você: impossibilitado de caminhar sozinho, você chega a um estabelecimento em que o único acesso é por meio de uma estreita escada. Alguém vai te carregar no colo ou, no mínimo, precisará de “um forte aparato” para subir em segurança, e isto gera constrangimentos. Se o acesso fosse facilitado por uma rampa ou elevador, estes problemas não existiriam, porque a arquitetura universal se adequa a todas as necessidades. O direito de ir e vir sem constrangimentos estaria garantido.
      E um acesso facilitado não é exclusivo para pessoas com deficiência. Se é universal, é direito de todos, afinal de contas, ninguém – absolutamente ninguém – está livre de precisar fazer uso delas.
      Você nunca viu um cadeirante na balada? Eu já vi. No Bovary é um pouco difícil, justamente pela questão de acessibilidade, que já expliquei.
      Cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida fazem as mesmas coisas que você. As vezes, até mais.
      Espero ter esclarecido estas questões para você.
      No mais, sejas sempre bem-vindo por aqui.
      Abs.

  4. Vamos começar a olhar em volta e perceber que existe mundo além do nosso próprio umbigo, vamos? Cadeirante não é uma espécie de vida alheia e que não sai de casa pra não atrapalhar a vida dos outros. Amanhã, você que tá aqui perdendo seu precioso tempo de vida pra falar asneiras pode necessitar do uso de uma cadeira pra se locomover e se você quiser ficar no seu canto enclausurado sem sair, é problema seu. Mas outras pessoas tem o direito e a sociedade tem o dever de proporcionar acesso pras todas as pessoas. Lamento você vir no blog de uma pessoa que passa coisas que você, claramente, não passa na vida e vir aqui fazer pouco caso. Não diminua o problema dos outros, principalmente quando você não sabe o que é passar por isso.

  5. Concordo com a Cecilia ” Vamos começar a olhar em volta e perceber que existe mundo além do nosso próprio umbigo” Espero que as pessoas que acham uma chatice falar sobre a acessibilidade nunca precisem dela para poder frequentar algum lugar, porque se precisarem talvez entenderão do que estamos falando.

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